Ola Amor,
Sei que venho atrasado e que devia de ter feito este post ontem...desculpa mas foi um dia que andei de um lado para o outro...tu sabes...mas isso não é desculpa devia ter arranjado tempo!!!
Mas como diz a lingua portuguesa..."mais vale tarde que nunca"...Por isso venho aqui para te desejar Parabens amor e muitas felicidades (espero que ao meu lado)...espero que sejas sempre muito feliz porque tu mereces!!!
Outra coisa amor....não estejas preocupada...eles trocam(tu sabes do que estou a falar) ![]()
![]()
Beijinho meu amor e muitas felicidades...não te esqueças que te amo mais que tudo!!!


by Megan, aged 15, from England - Midlands in http://www.bbc.co.uk/blast/showcase/art/t
As voltas que o mundo dá... principalmente quando se ama! Porque o amor não escolhe idade, nem raça, nem estatuto, nem ideologia política... o amor só se escolhe a si mesmo... e escolhe-nos a nós...
Amor... também ninguém diria que acabaríamos juntos!
Ainda bem... adorei desafiar tudo e todos... contigo!!!
Quadrilha
João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou pra tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história.

Entre os teus olhos azuis
E um quadro azul de Picasso
Entre o som da tua voz
E o som de qualquer compasso
Entre o teu anel de prata
E todo o ouro do mundo
Escolheria o que é teu
Não hesitava um segundo
Quantas ondas há no mar
Quantas estrelas no céu
Tantas quantas nos meus sonhos
Eu fui tua e foste meu
Entre o teu anel de prata
E todo o ouro do mundo
Escolheria o que é teu
Não hesitava um segundo
Entre o céu da tua boca
E a luz do céu de Lisboa
Entre uma palavra tua
E um poema de Pessoa
Entre a cor do teu sorriso
E todo o brilho do mundo
Escolheria o que é teu
Não hesitava um segundo
Entre o teu anel de prata
E todo o ouro do mundo
Escolheria o que é teu
Não hesitava um segundo

Composição: Ary dos Santos e Fernando Tordo
Era a tarde mais longa de todas as tardes
Que me acontecia
Eu esperava por ti, tu não vinhas
Tardavas e eu entardecia
Era tarde, tão tarde, que a boca,
Tardando-lhe o beijo, mordia
Quando à boca da noite surgiste
Na tarde tal rosa tardia
Quando nós nos olhamos tardamos no beijo
Que a boca pedia
E na tarde ficamos unidos ardendo na luz
Que morria
Em nós dois nessa tarde em que tanto
Tardaste o sol amanhecia
Era tarde demais para haver outra noite,
Para haver outro dia.
Meu amor, meu amor
Minha estrela da tarde
Que o luar te amanheça e o meu corpo te guarde.
Meu amor, meu amor
Eu não tenho a certeza
Se tu és a alegria ou se és a tristeza.
Meu amor, meu amor
Eu não tenho a certeza.
Foi a noite mais bela de todas as noites
Que me aconteceram
Dos noturnos silêncios que à noite
De aromas e beijos se encheram
Foi a noite em que os nossos dois
Corpos cansados não adormeceram
E da estrada mais linda da noite uma festa de fogo fizeram.
Foram noites e noites que numa só noite
Nos aconteceram
Era o dia da noite de todas as noites
Que nos precederam
Era a noite mais clara daqueles
Que à noite amando se deram
E entre os braços da noite de tanto
Se amarem, vivendo morreram.
Eu não sei, meu amor, se o que digo
É ternura, se é riso, se é pranto
É por ti que adormeço e acordo
E acordado recordo no canto
Essa tarde em que tarde surgiste
Dum triste e profundo recanto
Essa noite em que cedo nasceste despida
De mágoa e de espanto.
Meu amor, nunca é tarde nem cedo
Para quem se quer tanto!
Estas descrições das noites não te fazem lembrar nada?

PLANO
Trabalho o poema sobre uma hipótese: o amor
que se despeja no copo da vida, até meio, como se
o pudéssemos beber de um trago. No fundo,
como o vinho turvo, deixa um gosto amargo na
boca. Pergunto onde está a transparência do
vidro, a pureza do líquido inicial, a energia
de quem procura esvaziar a garrafa; e a resposta
são estes cacos que nos cortam as mãos, a mesa
da alma suja de restos, palavras espalhadas
num cansaço de sentidos. Volto, então, à primeira
hipótese. O amor. Mas sem o gastar de uma vez,
esperando que o tempo encha o copo até cima,
para que o possa erguer à luz do teu corpo
e veja, através dele, o teu rosto inteiro.
Nuno Júdice nasceu na Mexilhoeira Grande, Algarve, em 1949. Formou-se em Filologia Românica pela Universidade Clássica de Lisboa. É professor da Universidade Nova de Lisboa, onde se doutorou em 1989 com uma tese sobre Literatura Medieval. Desde 1997 desempenha as funções de Conselheiro Cultural e Director do Instituto Camões em Paris. Tem publicado estudos sobre a teoria da literatura portuguesa. É poeta e ficcionista. Publicou o primeiro livro de poesia em 1972. Recebeu os mais importantes prémios de poesia portugueses: PEN Clube em 1985, Prémio D. Dinis da Fundação Casa de Mateus em 1990 e da Associação Portuguesa de Escritores em 1994. O seu romance Por Todos os Séculos recebeu o Prémio Bordalo da Casa da Imprensa. Tem livros traduzidos em Espanha, onde tem uma antologia na colecção Visor de poesia, Itália, Venezuela, México, Inglaterra e França, onde está publicado na colecção Poésie / Gallimard. Dirigiu, até 1999, a revista Tabacaria.
in:http://www.dquixote.pt/Livre/Autor_De
. Desabafo
